
A difusão da profissão Relações Públicas no Brasil
Por: Tatiane Passos
No mercado profissional e na sociedade, muitas pessoas ainda não sabem qual o verdadeiro papel de um profissional de Relações Públicas e em quê este profissional pode ajudar, talvez por falta de difusão desta profissão na sociedade. No entanto, essa concepção tem tudo para ser mudada a partir do cenário atual em que vivemos, pois, neste momento de crise, o profissional mais bem estruturado para lidar com os diversos públicos e com a imagem das organizações e empresas, apontando caminhos e saídas para a sobrevivência e o sucesso no mercado, é o profissional de Relações Públicas.
A profissão Relações Públicas iniciou-se no Brasil em 21 de junho de 1954, período auge do desenvolvimento, com a fundação da Associação Brasileira de Relações Publicas, no entanto a atividade só foi regulamentada 13 anos depois, durante a ditadura, em 11 de dezembro de 1967 pela Lei nº 5.377.
Conforme a Lei, consideram-se atividades específicas de Relações Públicas as que dizem respeito:
A profissão Relações Públicas iniciou-se no Brasil em 21 de junho de 1954, período auge do desenvolvimento, com a fundação da Associação Brasileira de Relações Publicas, no entanto a atividade só foi regulamentada 13 anos depois, durante a ditadura, em 11 de dezembro de 1967 pela Lei nº 5.377.
Conforme a Lei, consideram-se atividades específicas de Relações Públicas as que dizem respeito:
a) orientação de dirigentes de instituições públicas ou privadas na formulação de políticas de Relações Públicas;
b) promoção de maior integração da instituição na comunidade;
c) informação e orientação da opinião sobre objetivos elevados de uma instituição;
d) ao assessoramento na solução de problemas institucionais que influam na posição da entidade perante a opinião pública;
e) ao planejamento e execução de campanhas de opinião pública;
f) consultoria externa de Relações Públicas junto a dirigentes de instituições;
g) ao ensino de disciplinas específicas ou de técnicas de Relações Públicas, oficialmente estabelecido.
O maior desenvolvimento da profissão no Brasil aconteceu nos anos 80, regime militar, momento em que as empresas e organizações buscavam maior transparência na difusão das informações.
O maior desenvolvimento da profissão no Brasil aconteceu nos anos 80, regime militar, momento em que as empresas e organizações buscavam maior transparência na difusão das informações.
Embora a profissão de Relações Públicas esteja ganhando espaço no mercado profissional, muitos empresários não sabem ao certo que essa profissão existe e que a importância dela para o desenvolvimento do país é muito grande. Outros, sabem que a profissão existe, mas não conseguem enxergar a amplitude das suas funções e habilidades, o que, muitas vezes, faz com que tenham uma concepção errônea de que Relações Públicas é simplesmente um organizador de festas e eventos, ou até mesmo, um profissional de Marketing.
Até mesmo os futuros profissionais de Relações Públicas muitas vezes se enrolam e confundem ao tentar explicar o que é e o que tal profissão faz. Segundo Valdeci Ferreira, Presidente do CONRERP 3ª Região “Em um mundo fadado a ‘elementariedades’ fica às vezes complicado explicar o que fazemos e para o que servimos. Tão complicado que às vezes acabamos por desistir de explicar ao mesmo tempo em que a sociedade desiste de entender.”
Tais considerações e o desconhecimento do mercado e da sociedade acontece pela lenta disseminação da profissão desde a sua regulamentação no país. Pois tal disseminação não era interessante na época. Segundo Margarida Maria Krohling Kunsch “Como vivíamos o período do militarismo, é evidente que uma profissão que luta pela livre iniciativa e pela democracia não teria muito campo para se manifestar e desenvolver. Isso talvez explique o fato de relações públicas ter permanecido no Brasil até hoje como uma atividade tímida, voltada, na maioria das vezes, para a política interna de comunicação das empresas e para as atividades de mídia, evitando assim, a sua exposição a posicionamentos públicos que a pudessem comprometer.”
O maior desafio da profissão de Relações Públicas é o conhecimento e disseminação, responsabilidade que cabe antes de mais nada ao próprio profissional que é o primeiro responsável pela difusão de suas habilidades e funções. “Cada um dos profissionais de Relações Públicas é responsável pelos seus atos éticos/profissionais e ajuda a posicionar para a sociedade qual é o grau de importância dessa profissão”, afirma Valdeci Ferreira.
Mesmo com um reconhecimento maior do que a alguns anos atrás, a profissão ainda precisa de mais reconhecimento, sendo necessário entender que com a globalização das informações e dos negócios, o profissional mais pautado para desenvolver soluções na consolidação de imagem e valor dentro e fora das organizações é o Relações Públicas.

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